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O que é Grama Sintética

A grama sintética está no mercado mundial há mais de 20 anos, mas no Brasil ela começou a ser conhecida em meados dos anos 90. Com certa facilidade para cultivar gramados devido ao clima ameno ou tropical em quase todo o país, não víamos a necessidade de investirmos pesadamente em um gramado tão áspero quanto ao que se dispunha naquela época.

No entanto, como o futebol é o esporte mais difundido no país e com novas tecnologias sendo introduzidas na área, no início de 1.999 a indústria de gramado sintético ganhou força. Os gramados já tinham um aspecto mais natural, a interação dos jogadores e da bola com o gramado era muito mais parecida com a "coisa real". Hoje podemos dizer com certeza que o gramado sintético está no Brasil para ficar. Mas como escolher a grama, qua é o melhor filamento, o que significa DTex? O que um empresário precisa saber antes de fechar negócio com esta ou aquela empresa?

Existe um grande número de sistemas de grama artificial no mercado, muitos parecem bem similares, mas podem ser de material diferente, fabricados por empresas diferentes, fabricados com diferentes propósitos em mente e ainda usando técnicas diferentes. Existem muitos fabricantes de fibras e fitas e ainda mais fabricantes de carpetes e instaladores.

A distinção mais básica que podemos fazer entre os sistemas atualmente disponíveis é que existem os “cobertos” e os ”vazios”. Nos sistemas cobertos encontramos duas distinções, o coberto com areia e o coberto com borracha.

No primeiro sistema, o carpete é preenchido com um material granular até aproximadamente 3mm da altura total dos filamentos, geralmente sílica especial, o que pode representar aproximadamente 90% do peso total do gramado. O jogo acontece nesta composição de fibra e areia.

No segundo sistema, muito mais comum nos campos modernos, o carpete apresenta uma diferença na altura das fibras: de 50 a 60 mm. Aqui também existe uma pequena camada de sílica especial, mas somente para servir de lastro para o carpete não se movimentar durante o jogo, em climas muito quentes ou muito frios ou chuvas torrenciais. Sobre esta camada de sílica é então colocada uma camada de borracha que obedece certas normas para consistência de tamanho e formato (normas EN 933-1 e 933-2). Esta camada não preenche completamente os filamentos do gramado na altura, ao contrário, deve permanecer no mínimo 3mm abaixo da altura total do filamento. Filamentos muito altos – maiores que 60mm não mantém a borracha dentro do gramado, havendo uma dispersão do recheio para fora e para os lados. Esta dispersão ou deslocamento do recheio de borracha provoca altura irregular do campo em diferentes pontos, sendo este comportamento do gramado não aceitável dentro das normas e limites de um bom campo. A borracha deslocada também influencia no interação da bola com o campo, causando um movimento imprevisível e prejudicando a jogabilidade.

Outro problema resultante do excesso de altura do filamento é um campo excessivamente macio, fora dos padrões da FIFA, o que provoca fadiga por esforço desnecessário. A interação jogador-campo é grandemente afetada pelo abuso do recheio de borracha. O jogador precisa dispender maior energia no arranque para poder vencer a inércia, aumentada pela flexão da borracha. Além da borracha acumulada por deslocamento para os lados alterar a performance do jogador durante a corrida - em função da diferença de altura e maciez nos diversos pontos do gramado - isto também altera o comportamento e a velocidade da bola para níveis não aceitáveis e impossíveis de calcular, prejudicando o drible, o passe e o chute ao gol.

Ao contratar seu instalador, certifique-se que o mesmo está preparado para atender as exigências mínimas para a construção de um campo dentro das normas da FIFA e/ ou outros órgãos normativos. Peça a garantia ao seu instalador para possíveis desníveis, diferença de carpete na amostra e na instalação, seja por tamanho, material ou espessura do fio, como também na areia e borracha contratadas, passando por base do carpete, quantidade de pontos e quantidade/tipo de latéx utilizado.

Outras variáveis que influenciam em grande parte o campo final incluem:

  • O polímero usado para a fabricação do filamento. Os dois mais importantes são o polipropileno e o polietileno (nylon). Os polímeros básicos são modificados para produzirem propriedades diferentes como durabilidade, resistência à fricção, resistência ao clima, etc.
  • O corte transversal individual de área dos filamentos. Estes variam consideravelmente de produto para produto. A unidade de medida da fibra (filamento) é o Dtex – quanto maior o Dtex maior o peso da fibra por unidade de comprimento. Isto não significa que um Dtex altíssimo implica em qualidade altíssima. Neste aspecto entra também a composição química do filamento. Procure mais informações com a Pantelas em caso de dúvida.
  • O método de manufatura do carpete. Os métodos principais são tufting, costurados, tecidos e agulhados. Os agulhados são usados especialmente nas superfícies cobertas com areia.
  • Densidade dos pontos. A densidade dos pontos tem na realidade dois componentes, a quantidade dos pontos propriamente dita e a composição de cada tufo individual, que pode variar em termos de quantidade e expessura dos filamentos.
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